Parque da Cidade do Porto
Como é estar lá
Há uma coisa que os mapas não mostram: a cara das crianças quando percebem que o parque acaba... no mar. O Parque da Cidade é enorme — 83 hectares — mas nunca parece cheio, porque há sempre mais um relvado, mais um lago, mais um caminho de terra batida para descobrir.
O truque para ir com miúdos pequenos é entrar pela Boavista e fazer o percurso dos lagos: a cada 300 metros há patos, gansos e tartarugas para ver, o que significa zero queixas de pernas cansadas. A meio do caminho, o núcleo rural tem galinhas e um burro que é uma celebridade local.
Levem merenda e estendam a manta no relvado virado ao mar — é o melhor fim de tarde gratuito do Porto. Se ainda houver energia (há sempre), a praia de Matosinhos fica a cinco minutos a pé pela passagem sobre a via rápida.
A ideia de um parque assim para o Porto já andava nas gavetas desde 1916, mas só ganhou forma décadas depois: o arquiteto paisagista Sidónio Pardal começou o projeto em 1982, a construção arrancou em 1991 e a primeira fase abriu em 1993, com o parque a ficar concluído só em 2002. Em 2000, a Ordem dos Engenheiros distinguiu-o como uma das 100 obras mais notáveis construídas em Portugal no século XX.
O percurso no mapa
Traçado com os pontos de interesse: parques infantis, água, miradouros.
Galeria
Fotos aéreas + fotos ao nível da criança (POV de 1,20 m).
Comer e brincar por perto
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